Chegada e saída de Paris

Simplifique sua chegada a Paris

Chegar a Paris e pegar transporte público é realmente o mais adequado? Será que estamos economizando tempo e dinheiro de verdade?

Foi preciso viajar muitas vezes à Cidade Luz - e experimentar as mais variadas formas de transfer - até fazer as reflexões que seguem.

Não é todo dia que se faz uma viagem para a Europa e comprando os serviços no seu país de origem você ganhará  tempo, evitará problemas, e, finalmente, pagará menos, principalmente se você não fala francês.

O aeroporto Charles de Gaulle-Roissy (CDG), localizado a 25 quilômetros de Paris, é o maior da França, o principal de Paris e um dos mais importantes e movimentados da Europa e de todo mundo. Recebe  cerca de 500 mil passageiros por dia e as maiores companhias aéreas do mundo operam lá.  

Apesar de toda sua estrutura receptiva, o CDG dispõe de opções limitadas para o deslocamento dos viajantes. É claro que para os padrões brasileiros a infraestrutura é boa e os serviços de trem e ônibus funcionam a contento, mas para quem chega e parte de Paris com bagagens ou horários apertados - e com pouco tempo a perder em deslocamentos – a realidade é outra.

Em primeiro lugar dificilmente você pegará um ônibus ou trem diretamente para o seu local de hospedagem. Nisso já serão duas passagens pagas. As estações de metrô parisienses raramente dispõem de escadas rolantes. Carregar malas subindo degraus é cansativo e, dependendo do horário de chegada, você ainda vai se sentir mal, atrapalhando o fluxo de ida e vinda de moradores apressados, a caminho de seus respectivos destinos e compromissos.

Caso pegue um ônibus, muitas das linhas fazem percursos demorados, passando por diversos bairros da periferia até de chegar às localizações mais centrais da cidade.

Táxis ? Bem, táxi em aeroporto não é muito diferente de como funciona no Brasil. Eles cobram pelo trajeto e também pelos minutos parados nos engarrafamentos. Sem querer dizer que todos tomarão o caminho mais longo e difícil, alguns terão esse comportamento. Isso não só nos impede de estimar o custo, como também pode se tornar um desperdício de tempo e dinheiro. Sem contar os taxistas que falam ao celular e andam a velocidades de mais de 160km por hora (garanto : isso é um fato real!).

Além disso, um levantamento feito pelas empresas de translado na França aponta que um em cada 10 passageiros acaba por esquecer algum objeto dentro do veículo. Ou porque deixa cair ou por distração, em função do cansaço, após horas em um avião. E a probabilidade de encontrar o que foi perdido ou esquecido em um táxi é mais remota ou, no mínimo, mais trabalhosa.

Não é difícil encontrar turistas carregando malas pelos ônibus, linhas de metrô e calçadas parisienses após 15 horas de deslocamento entre voos e escalas do Brasil a Paris. No fim da viagem, já no avião de volta, devem se perguntar ‘’por que, raios, a gente fez isso ?’’. Muitas vezes estes turistas estão em grupo, ou no mínimo em dupla, numa viagem pela Europa com duração média de um mês, cada um com uma mala bem grande. Poderiam, no mínimo, terem divido um traslado. O dinheiro gasto a mais não teria sido tanto a mais e compensaria pela tranquilidade.

Depois de situações desconfortáveis como essas, o recomendado é contratar os trasladosde chegada e partida. Há em Paris empresas experientes e com motoristas falando português. Os traslados são, depois do seu voo, o mais importante a ser contratado para aproveitar melhor sua viagem. 

Ana Paula Cardoso é jornalista e colaboradora da Minha Paris

Posted in Transfers & Traslados.

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