Panthéon: a história do templo de culto aos grandes homens

O espaço onde se encontra hoje a praça do Panthéon foi inicialmente ocupado pela basílica de Santa Genoveva, fundada em 507 pelo rei Clóvis em homenagem à padroeira da capital e da monarquia. Em 1744, o rei Luís XV sofria de uma grave enfermidade e fez a promessa de criar uma igreja dedicada a Santa Genoveva se sobrevivesse. No ano de 1755 o rei encarregou Jacques-Germain Soufflot de projetar um edifício prestigioso no alto da montanha de Santa Genoveva, destinado a acolher o túmulo da santa. 

A primeira pedra foi colocada pelo rei no dia 6 de setembro de 1764. Relatos da época indicam que a ambição de Soufflot era de construir algo que fizesse frente à basílica de São Pedro, em Roma, e também com a catedral de Saint-Paul, em Londres. A inspiração dele para a criação foi o Panteão de Agripa, em Roma. 

Além da guerra e das dificuldades financeiras, a construção também sofreu com as polêmicas sobre a solidez do domo após a morte de Soufflot, em 1780. Houve grande atraso e a construção só é finalmente concluída em 1790, pelos associados de Soufflot. A Revolução Francesa começou. 

Após a Revolução Francesa e a morte de Mirabeau, grande orador da Assembleia Nacional e alma do Terceiro Estado, em 1791, os deputados pensam em criar monumento para reunir os túmulos dos grandes homens. Este seria “Um novo edifício destinado a receber as cinzas dos grandes homens, a partir da época da nossa liberdade”, afirmavam.  

Desde então a Assembleia Nacional é a única com poder de julgar a que homens conceder tal honra. Foram abertas, ainda, algumas exceções a grandes homens mortos antes da Revolução, como Descartes, Voltaire e Rousseau. Com isso, em 1791, o edifício perde totalmente a sua vocação religiosa e passa a ser o próprio Panteão da França. 

O Panthéon torna-se definitivamente um templo cívico sob a Terceira República, em 1885, para os funerais de Victor Hugo. Além dele, veja mais alguns dos grandes nomes inumados no Panthéon: 

1894: o presidente da República Francesa Sadi Carnot, assassinado em Lyon. 

1907: Marcellin Berthelot, químico e político. 

1908: Émile Zola, escritor e autor do famoso J'accuse (Eu acuso). 

1924: Jean Jaurès, político e fundador da SFIO, assassinado às vésperas da Primeira Guerra Mundial. 

1933: Paul Painlevé, matemático e político.  

1948: Paul Langevin, físico. 

1949: Victor Schoelcher, político, figura da luta pela abolição da escravidão. 

1952: Louis Braille, professor e inventor da escrita para cegos, inumado no Panthéon no centenário de sua morte. 

1964: Jean Moulin, chefe combatente da Resistência interna. 

1964: René Cassin, jurista, membro da Resistência, prêmio Nobel da paz, um dos criadores da Unesco e um dos autores da Declaração Universal dos Direitos do Homem. 

1988: Jean Monnet, economista, pai da ideia da União Europeia, inumado no Panthéon no centenário de sua morte. 

1989: O abbé Baptiste-Henri, conde Grégoire (1750-1831), eclesiástico, senador e conde do Império, que foi partidário da concessão da cidadania francesa aos judeus e da abolição da escravatura. 

1989: Gaspard Monge, matemático e fundador da Escola Politécnica. 

1989: Jean-Antoine de Caritat, filósofo, político e matemático. 

1995: Pierre e Marie Curie, físicos, prêmios Nobel de física. 

2002: Alexandre Dumas, escritor. 

2007: Os Justos da França, homenagem solene da Nação aos Franceses que salvaram milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. 

2011: Aimé Césaire, poeta, político e fundador do movimento literário da negritude. 

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