Bastille: muito além da praça

Se você pensa que a Bastilha (Bastille) é apenas a praça e seu entorno, certamente está muito enganado. Toda a região é merecedora de uma visita detalhada, pois apesar de ser muito popular, é culturalmente riquíssimo. Você não vai se arrepender ao fazer uma visitinha mais detalhada.

Apesar de que a praça da Bastille ser o ponto principal, o próprio nome faz referência a uma importante região parisiense, que engloba várias outras sub-regiões de igual destaque. Ela está localizada principalmente no 11 ème distrito (arrondissement) de Paris, contando também com a Place de la Bastille, que é a maior referência.

Conhecendo a Bastille

A Bastille vem se tornando um local mais “descolado” ou “fashion” nos últimos anos, mas nunca deixa de ser um espaço frequentado por pessoas consideradas “menos afortunadas”. Foi por este aspecto, inclusive, que a região ganhou notoriedade. Recentemente a praça foi a escolhida para a principal manifestação conta as mortes dos cartunistas do jornal Charlie Hebdo, que marcou pelo bordão “Je suis Charlie”.

São dois os monumentos considerados principais da Bastilha, que vamos explicar agora. O primeiro é a Opéra Bastille, que foi construída durante o mandato de François Mitterand e possui uma excelente acústica, além de um dispositivo de tradução simultânea projetado em uma tela colocada bem ao lado do palco. A outra é a Colonne de Juillet, que está situada bem no centro da praça e onde estão enterrados alguns combatentes patrióticos, além de algumas múmias egípcias que foram perdidas na Europa.

O que torna a região bem mais popular são os inúmeros bares e restaurantes, que completam o charme e ainda são ótimas opções para comemorar com os amigos ou relaxar após um dia cansativo. Vale lembrar também que a região recebe uma feira que se tornou uma tradição e que acontece no boulevard Richard Lenoir todas as quintas e domingos, entre 7h até 13h. Lá você pode encontrar muitas coisas interessantes e também produtos mais exóticos.

Outros dois pontos que merecem a visita: o Mercado Aligre, que é um mercado coberto chamado Marché Beauvau e que fica na praça Aligre; e o Porto fluvial de Paris, de onde saem os passeios de barco pelo Canal Saint Martin.

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Cultura Francesa: compreender é a chave para uma viagem tranquila

A cultura francesa possui algumas diferenças marcantes em relação às demais que encontramos em outros países, apesar de possuir algumas semelhanças também. Muitas pessoas que passam pelo país costumam levar de volta, além das boas lembranças da cidade luz, alguma reclamação de um serviço mal prestado ou de um atendimento mais ríspido. 

Na verdade o que acontece é que, em boa parte das vezes, as pessoas é que não compreendem as particularidades da cultura francesa, dificultando a comunicação entre o turista e os prestadores, o que pode gerar conflitos e erros desagradáveis. Apesar de se tratar de um país que tem o turismo como uma das principais atividades econômicas, os franceses não estão dispostos a abandonarem sua cultura, costumes e valores em função de um atendimento.

Por isso a importância de que o turista busque compreender antecipadamente estas particularidades para evitar problemas e tornar sua estadia ainda melhor. Existe um código básico que é: sorria sempre, seja educado e se esforce para falar as expressões mágicas “bonjour”, “s’il vous plaît” e “merci” (bom dia, por favor e obrigado).

Um bom exemplo é para pedir informações. Se você precisar perguntar alguma coisa para um francês, faça-o com um sorriso no rosto e não espere que ele responda sorrindo, pois não é sempre que acontece. O código é assim: quem pede, é quem sorri. Outra dica é não interceptar alguém que anda pela rua apressadamente, pois ele certamente estará atrasado ou com horário apertado e possivelmente não irá parar para ajudar. Procure pessoas que caminham mais lentamente, vá a um estabelecimento comercial, etc. 

Na França não é como na América Latina: se você fica bravo, você não vai conseguir nada. Na Europa amabilidade abre as portas, enquanto a agressividade ou demonstrações de raiva vão fechá-las. É sempre bom lembrar que ninguém quer cometer erros ou prejudicar um cliente. Acidentes acontecem e o melhor é sempre tentar resolver os imprevistos da forma mais cordial possível.